A porta-voz do Partido Popular no Congresso, Ester Muñoz, voltou a criticar a situação dos militares espanhóis destacados em Ceuta, ao denunciar o "motim" protagonizado por migrantes que, segundo assinalou, teriam atacado efetivos do Exército sem que estes pudessem agir e sem contar com "os meios necessários para se defender".
"A ministra da Defesa os mandou para lá, estão destacados lá e somente podem observar e fazer tarefas logísticas, mas não podem intervir quando, por exemplo, há uma agressão a um cidadão, a outro militar ou guarda civil ou polícia nacional", denunciou.
Essas manifestações foram realizadas em Bilbao, no âmbito de sua visita à Aste Nagusia, onde compartilhou o dia com filiados, simpatizantes e cargos do PP na txosna do partido na capital vizcaína.
A dirigente popular adiantou que seu grupo parlamentar apresentou uma proposição não de lei com o objetivo de dispor de uma regulamentação específica que permita considerar os militares como agentes da autoridade, dotá-los de instruções precisas e estabelecer um marco jurídico que ampare também sua integridade física.
"Exigimos ao Governo que dê meios, que dê ordens claras e que lhes dê a capacidade aos militares para que possam se defender e para que possam fazer seu trabalho de defesa aos ceutíes com todas as garantias", concluiu.
((haverá ampliação))