A UCO e Anticorrupção rastreiam 81 contas para descobrir quem financiou a trama de Leire Díez

Quem está por trás dos pagamentos milionários na suposta trama de Leire Díez?

3 minutos

uco anticorrupcion leire diez

uco anticorrupcion leire diez

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

Última atualização

3 minutos

Mais lido

Seguir o rastro do dinheiro. Isso é o que estão fazendo a UCO e a Fiscalia Anticorrupção na investigação sobre a suposta trama de Leire Díez. O novo avanço da causa passa pela análise de 81 contas bancárias com o objetivo de determinar quem financiou as atuações investigadas e reconstruir o percurso dos fundos. Entre essas contas figuram seis vinculadas ao PSOE.

A investigação está nas mãos do juiz da Audiência Nacional Santiago Pedraz e se apoia nos trabalhos da Unidade Central Operativa da Guarda Civil e das fiscais Elisa Lamelas e Mar Scharfhausen, de Anticorrupção. Segundo a informação publicada neste domingo por El País, o objetivo é identificar os "financiadores últimos" da suposta trama e esclarecer uma série de pagamentos que ainda não puderam ser justificados. 

81 contas para seguir o rastro do dinheiro

A análise das contas procede de um relatório das fiscais datado do passado 21 de julho. Segundo a informação publicada, o avanço das diligências permitiu detectar novos dados que apontavam para o uso de pessoas e empresas como intermediárias para ocultar ou disfarçar determinados pagamentos, o que levou Anticorrupção a solicitar o exame de 81 contas bancárias.

A maioria das contas está vinculada ao exvicepresidente da Junta de Andaluzia Gaspar Zarrías e aos advogados Ismael Oliver e Jacobo Teijelo. Mas entre a documentação que se pretende analisar também aparecem seis contas do PSOE. O objetivo dos investigadores é determinar quem financiou finalmente as atividades que estão sendo investigadas e qual pode ter sido a implicação do restante das pessoas investigadas.

Os pagamentos que já estão sob a lupa

A investigação já havia detectado movimentos econômicos entre alguns dos implicados. Segundo as atuações registradas por El País, os investigadores haviam identificado, entre outros pagamentos, quatro abonos mensais de 4.000 euros a Leire Díez através de uma empresa vinculada a Gaspar Zarrías, além de outros 27.225 euros canalizados por meio de duas sociedades relacionadas com o advogado Ismael Oliver.

As fiscais também colocaram o foco sobre três faturas cobradas por Jacobo Teijelo ao PSOE por um montante conjunto de 125.000 euros. Anticorrupção mantém dúvidas sobre esses pagamentos e analisa se parte do dinheiro pode ter como destino final a Leire Díez, uma hipótese que faz parte da investigação e que deverá ser esclarecida durante a instrução.

Fontes próximas a Díez rejeitaram que a ex-militante socialista recebesse do PSOE através de intermediários. Por sua parte, Teijelo negou perante o juiz a existência de irregularidades e sustentou que seus trabalhos estavam relacionados com o estudo da viabilidade de vários procedimentos judiciais. 

O que investiga o caso Leire Díez

A causa aberta na Audiência Nacional investiga uma suposta organização que, segundo os indícios recolhidos pelo juiz e pela Fiscalia, teria agido para tentar obter informações comprometedoras sobre agentes, juízes e promotores vinculados a procedimentos que poderiam afetar o PSOE ou o Governo.

Entre os investigados estão Leire Díez, o ex-secretário de Organização do PSOE Santos Cerdán, Gaspar Zarrías, o empresário Javier Pérez Dolset e os advogados Ismael Oliver e Jacobo Teijelo. A investigação analisa se existiu uma estrutura destinada a "desestabilizar" procedimentos judiciais ou atuações policiais mediante diferentes ações contra aqueles que participavam nelas.

A chave agora está em saber quem colocou o dinheiro

A rastreio das 81 contas abre uma nova fase centrada no financiamento. A UCO e Anticorrupção pretendem estabelecer a rastreabilidade dos fundos e determinar se os pagamentos já detectados estavam relacionados entre si ou se existiram outras vias de financiamento ainda desconhecidas.

A causa previsivelmente retomará atividade em setembro após a pausa de agosto. Entre as diligências previstas figura o interrogatório, no próximo 9 de setembro, de Ana María Fuentes, gerente do PSOE e investigada nesta causa por sua suposta relação com faturas que, segundo a tese das promotoras, teriam servido para justificar determinados pagamentos a terceiros com destino final a Leire Díez. O PSOE não está investigado como pessoa jurídica neste procedimento.

A investigação sobre o financiamento da trama de Leire Díez se centra agora em uma pergunta que a análise das contas pretende responder: quem esteve por trás do dinheiro e até onde chega a cadeia de pagamentos que investigam a UCO e a Fiscalia Anticorrupção.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?