A volta às aulas em Ceuta continua prevista para o dia 8 de setembro, apesar de que vários centros educativos foram afetados pela crise migratória. O Governo prepara a desocupação, limpeza e acondicionamento das instalações utilizadas durante a emergência e um plano específico de segurança para os acessos.
O Ministério da Educação tem competências diretas sobre o sistema educativo ceutiano, ao contrário do que ocorre nas comunidades autônomas.
A preocupação agora é chegar ao início do ano letivo com os centros disponíveis e em condições normais de funcionamento.
Reina Sofía e Príncipe Felipe, os dois centros habilitados
O Governo decidiu no início de agosto habilitar duas escolas públicas para a atenção temporária de menores, especialmente meninas, a pedido do Ministério da Juventude e Infância.
Os centros identificados publicamente como esses recursos foram os CEIP Reina Sofía e Príncipe Felipe, ambos na barriada do Príncipe Alfonso.
Um deles chegou a acolher mais de uma centena de menores durante os primeiros dias de agosto.
O Governo ordena esvaziar as escolas
O delegado do Governo, Miguel Ángel Pérez Triano, e o diretor provincial de Educação, Cristóbal Guzmán, decidiram no último sábado esvaziar os centros utilizados durante a emergência para proceder à sua limpeza e acondicionamento.
O objetivo expresso pelo Governo é garantir que as aulas possam começar no 8 de setembro.
O plano de limpeza não se limitará às escolas que funcionaram como dispositivos de acolhimento. A Administração pretende estender os trabalhos ao conjunto de instalações educativas que necessitem.
Outras escolas registraram incidentes
A crise também afetou centros que não fazem parte necessariamente dos dois recursos oficiais habilitados para menores.
Durante agosto, foram publicados incidentes por entradas de pessoas em distintas instalações escolares fechadas por férias. No entanto, nem todas devem ser descritas como "refúgios oficiais", porque em vários casos trata-se de acessos não autorizados.
Essa diferença é importante para não misturar as duas escolas formalmente habilitadas com outros centros que tenham sofrido ocupações pontuais.
Uma visita do Ministério da Educação antes do início do ano letivo
O Ministério enviou esta semana a Ceuta o secretário de Estado da Educação, Abelardo de la Rosa, e o diretor geral de Planejamento e Gestão Educativa, Javier Rodríguez.
Está previsto que estejam na cidade durante o 26 e 27 de agosto para analisar diretamente as necessidades antes do início das aulas. O secretário de Estado participará também no Fórum da Educação de Ceuta.
Um dos assuntos principais será a segurança.
Um plano para os acessos aos centros
O Governo prepara um dispositivo específico para proteger os centros e seus acessos.
A questão preocupa especialmente famílias, professores e sindicatos devido à presença ainda de milhares de migrantes em diferentes pontos da cidade e às incidências ocorridas durante agosto.
A Administração não anunciou por enquanto um adiamento geral do curso.
Portanto, a data oficial continua sendo 8 de setembro, embora durante os próximos dias deva ser confirmado que cada escola afetada foi desocupada, limpa, revisada e entregue novamente para uso educativo.
O que acontece com os menores migrantes em idade escolar
Existe outra questão diferente: a escolarização dos menores que terminem permanecendo sob proteção na Espanha.
As crianças e adolescentes sujeitos ao sistema de proteção mantêm seus direitos educativos. A organização concreta dependerá de quantos permanecerem em Ceuta após os processos de identificação, reunificação, traslado e repatriação.
Esse número ainda não está fechado, por isso a Educação não publicou um número definitivo de novas incorporações derivadas da crise.