Guitarte (A-TE) propõe nas Cortes de Aragão comissões de estudo sobre incêndios e centros de dados

Guitarte (A-TE) reclama comissões nas Cortes sobre incêndios e centros de dados e alerta da ruptura de consensos e da falta de participação.

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O porta-voz nas Cortes de Aragão de Aragão-Teruel Existe, Tomás Guitarte, transmitiu esta segunda-feira à presidenta do Parlamento autonômico, María Navarro, sua proposta de colocar em marcha neste novo curso político comissões de estudo ou investigação sobre os incêndios florestais do verão que se conclui e, assim, sobre os centros de dados que estão sendo instalados na comunidade.

Em uma coletiva de imprensa, sublinhou que, entre as prioridades do próximo período de sessões, figuram a aprovação dos orçamentos da Comunidade Autônoma para 2027 e a lei de habitação.

Ele destacou que ambos os assuntos "são questões que preocupam de maneira importante o conjunto da cidadania aragonesa e deveríamos ser capazes, também, de poder fazê-lo --as Comissões-- em paralelo à tramitação dos orçamentos e da lei de habitação".

Parlamento aberto e participação cidadã

Guitarte reiterou que "o papel institucional das Cortes não pode ser ultrapassado pela confrontação política que leva, por decisão dos grupos majoritários, à polarização do debate" porque "isso não é a missão das Cortes", mas sim que "os cidadãos querem que aqui se trabalhe, que aqui se proponha, que se legisle e não que isso acabe sendo um pouco mais um estúdio de uma mesa redonda televisiva onde não se aprofunda em nenhuma problemática real".

Nessa linha, defendeu "caminhar em direção a um Parlamento aberto, que a participação cidadã seja uma das características das Cortes de Aragão".

Função de impulso e controle ao Governo

Por outro lado, assegurou que A-TE centrará seu trabalho em apresentar alternativas e não se limitar à crítica, tentando "que este Parlamento trate os temas que, de verdade, preocupam os aragoneses".

Tomás Guitarte expressou sua "preocupação pela deriva política" da presente legislatura, "que se traduz na ruptura de consensos e de modos de funcionar com os quais havíamos vindo trabalhando há 40 anos".

Fez referência às controvérsias sobre os tempos de intervenção e o papel dos grupos minoritários, assim como aos recursos com os quais contam para exercer sua tarefa de impulso e controle ao Executivo, considerando que "se havia rompido uma tradição".

Em sua opinião, "acreditamos que se está cometendo um erro de princípio", uma vez que "a democracia não é a lei do mais forte, mas sim que se caracteriza, precisamente, por dar tempo e capacidade de participação aos grupos minoritários".

Da mesma forma, aludiu à "paradoxo das autoperguntas" formuladas pelos grupos que sustentam o Governo nas sessões plenárias de controle, algo que, na opinião de Guitarte, constitui "publicidade encoberta da ação do Governo".

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