Os trabalhadores da Airbus nos centros de Getafe (Madrid), San Pablo e Tablada (Sevilha) decidiram manter a greve indefinida que começou na semana passada, depois que as assembleias realizadas nesta segunda-feira rejeitaram suspender as mobilizações.
Segundo fontes sindicais citadas pela Europa Press, 81,2% dos trabalhadores votou a favor de continuar com a greve, contra 16,4% que se posicionaram a favor de suspender. Os 2,4% restantes corresponderam a abstenções.
A decisão contrasta com a adotada na última sexta-feira em Illescas (Toledo), onde a equipe votou a favor de pausar a mobilização. Os trabalhadores de Albacete e Cádiz, que não realizaram uma votação nesta segunda-feira, comunicaram que se aderirão ao resultado majoritário do conjunto dos centros.
A continuidade da greve ocorre enquanto permanece sobre a mesa a última proposta apresentada pela Airbus para tentar alcançar um acordo com os sindicatos.
Airbus condiciona sua oferta à suspensão dos paros
A companhia propõe em sua oferta vincular os aumentos salariais ao IPC real e recuperar 7,6% do poder de compra, entre outras medidas.
No entanto, a Airbus condicionou formalmente a aplicação da proposta a que as organizações sindicais procedam à desconvocação ou suspensão imediata da greve.
A empresa já havia advertido na semana passada sobre o impacto que a continuidade dos paros estava tendo. A Airbus qualificou a situação de "crítica" para seu negócio e assegurou ter recebido mensagens de "preocupação" por parte de clientes e outros grupos de interesse que reclamam "continuidade de negócio e confiabilidade".
A direção reiterou, ao mesmo tempo, sua vontade de alcançar um acordo com a representação dos trabalhadores.
Nova mediação nesta terça-feira
O conflito terá um novo encontro nesta terça-feira. A Airbus e os representantes legais da equipe participarão de uma reunião formal de mediação perante o SIMA.
Neste encontro, a companhia previsivelmente manterá seu posicionamento de que o acordo definitivo deve ser alcançado em um cenário prévio sem paros nem mobilizações.
A votação desta segunda-feira mantém, portanto, a greve aberta enquanto ambas as partes buscam uma saída negociada para o conflito laboral.