A presidenta da Associação Espanhola de Pacientes com Osteoporose (AECOS), Gema Martínez, ressaltou que, embora evitar uma primeira fratura seja relevante, é ainda mais decisivo prevenir a segunda, uma vez que esta pode agravar as limitações de mobilidade, diminuir a independência e reduzir a capacidade de continuar realizando atividades de forma autônoma.
Coincidindo com o Dia Mundial da Osteoporose, que se celebra a cada 20 de outubro, AECOS, junto com UCB, Amgen e Grünenthal, lançou "VOCÊ não sabe o que está perdendo", uma série de peças audiovisuais que buscam sensibilizar e colocar o foco em tudo o que uma fratura por fragilidade pode fazer perder, além da própria saúde óssea.
A campanha se orienta principalmente a mulheres acima de 50 anos, um grupo no qual cerca de 23 por cento sofre de osteoporose na Espanha. Calcula-se que cerca de três milhões de pessoas vivem no país com essa patologia crônica e progressiva, caracterizada pela perda de densidade e qualidade do osso, o que aumenta o risco de fraturas por fragilidade mesmo diante de quedas, golpes leves ou situações cotidianas que normalmente não causariam uma lesão óssea.
A doença pode evoluir silenciosamente durante anos sem dar sinais evidentes e, em muitos casos, uma fratura por fragilidade constitui sua primeira manifestação visível. A cada ano, registram-se em torno de 285.000 fraturas desse tipo em todo o Estado, um número que previsivelmente continuará em alta devido ao envelhecimento da população.
Gema Martínez afirmou que "uma fratura por fragilidade pode marcar um antes e um depois na vida de uma pessoa", uma vez que, além do dano físico, adicionam-se obstáculos para sair de casa, deslocar-se, manter relações sociais ou, simplesmente, realizar as tarefas habituais.
"Por isso, é fundamental que as mulheres sejam conscientes do risco e disponham de informações que lhes permitam cuidar de sua saúde óssea antes que uma fratura condicione sua vida", ressaltou.
Prevenção e ferramentas de avaliação do risco
Desde AECOS, ressaltaram a relevância da prevenção e, para facilitar que a população conheça melhor seu risco de fratura, habilitarão em sua página web uma seção específica com uma ferramenta baseada no FRAX, que calcula a probabilidade de sofrer uma lesão desse tipo nos próximos 10 anos a partir de diversos fatores de risco.
A associação também chamou a proteger a saúde óssea mediante a prática regular de exercício físico, uma dieta equilibrada e a manutenção de um peso adequado. Da mesma forma, recomenda evitar o consumo de tabaco e a ingestão de álcool.
A presidenta da AECOS advertiu que "ter sofrido uma fratura aumenta o risco de voltar a se fraturar". "Por isso, é essencial que as pessoas recebam informação, acompanhamento e um atendimento adequado que ajude a reduzir esse risco", insistiu, sublinhando também a importância das Unidades de Fratura (FLS) nesse trabalho preventivo.
No entanto, precisou que apenas 15 por cento dos hospitais espanhóis dispõem dessas unidades, pelo que reclamou sua extensão para otimizar o atendimento e diminuir a aparição de novas fraturas.
Um paralelismo geracional para explicar a perda de autonomia
Com o fim de mostrar o impacto das fraturas por fragilidade, a campanha da AECOS se apoia em um paralelismo que conecta distintas gerações através de uma mesma inquietação: a perda de autonomia e independência.
Para isso, compara o que significa para um jovem que seu telefone celular quebre —a ferramenta que utiliza para se relacionar, deslocar, pagar ou gerenciar grande parte de sua rotina diária— com as consequências que acarretam uma fratura em uma pessoa idosa.
Os vídeos e materiais que serão divulgados nas redes sociais também ressaltam o papel essencial dos profissionais de saúde na prevenção e no cuidado da saúde óssea.