Pumares (Foro) propõe atrair jovens para o setor lácteo com a venda e o aluguel de explorações

Pumares reclama facilitar a transição geracional no setor lácteo para assegurar o futuro do Quesu Casín e das pecuárias de leite em Astúrias.

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O secretário-geral do Foro Asturias e deputado do Grupo Misto na Junta Geral do Principado, Adrián Pumares, alertou neste sábado que "sem pecuárias de leite não se celebrarão mais certames de Quesu Casín" e propôs impulsionar a incorporação de jovens ao setor lácteo através da venda e do arrendamento de explorações que sejam viáveis.

Pumares, que assistiu ao XXXVI Certame do Quesu Casín em El Campu junto à porta-voz do FORO Asturias na Câmara Municipal de Caso, Emilia Calvo, lamentou a desaparecimento de mais de 70 pecuárias de leite em Asturias e o aumento dos custos de produção, que complica cada vez mais que as explorações sejam rentáveis. Neste contexto, sublinhou a urgência de assegurar o relevo geracional.

Nesta linha, o dirigente do Foro propôs "identificar aquelas pecuárias economicamente viáveis cujo titular vá deixar a atividade sem que exista continuidade para, em vez de permitir que essas explorações desapareçam, facilitar desde a Administração autonômica sua transmissão a jovens".

Para tornar isso possível, defendeu a implementação de um sistema de avaliação dessas explorações e de instrumentos específicos de financiamento que permitam aos novos pecuaristas acessá-las mediante a compra, o aluguel a longo prazo ou o aluguel com opção de compra.

"A Administração pode facilitar créditos em condições favoráveis, bem mediante fundos autonômicos, bem através de convênios com entidades financeiras e aval público", explicou Pumares.

O deputado autonômico lembrou que "o Quesu Casín é um dos grandes produtos de qualidade de Asturias, profundamente ligado ao seu território, à atividade pecuária e à conservação do nosso meio rural", mas avisou que "não podemos nos limitar a celebrar a cada ano o sucesso do Certame se, ao mesmo tempo, continua reduzindo o número de explorações capazes de fornecer o leite necessário para elaborá-lo".

O responsável do Foro Asturias reivindicou ainda uma fiscalidade específica para aqueles que desenvolvem sua atividade no meio rural e reiterou a proposta de sua formação de bonificar em 100% a cota dos autônomos rurais do Principado.

"Manter atividade econômica em conselhos como Casu exige compensar as dificuldades adicionais que implica empreender e manter um negócio no meio rural, por isso, se queremos fixar população, precisamos que viver e trabalhar nesses conselhos resulte viável", afirmou.

Assim, exigiu um maior apoio das instituições à promoção e comercialização do Quesu Casín. Ao término do certame, Pumares trasladou sua felicitação a produtores, pecuaristas, organizadores e vizinhos de Casu, e ressaltou que "defender o Quesu Casín não consiste unicamente em promovê-lo, mas em garantir que, dentro de dez, vinte ou trinta anos continuemos tendo pecuárias, queijarias e pessoas dispostas a continuar elaborando-o".

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